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Desenvolvimento 1. Selecionar notícias e comentários
- O professor bibliotecário e os docentes selecionam uma ou duas notícias publicadas nas redes sociais de órgãos de comunicação social e um pequeno conjunto dos respetivos comentários. Incluir discordância fundamentada, crítica, insulto e mensagens discriminatórias, para permitir a comparação.
- Preparar excertos sem nomes, fotografias, ou outros elementos que permitam identificar os comentadores. Referir a fonte e a data da notícia e da publicação.
- Adequar os exemplos à idade e evitar mensagens particularmente violentas. Os alunos trabalham sobre os materiais selecionados, sem necessidade de aceder a contas pessoais.
2. Conhecer a notícia antes de ler os comentários
- Ler a notícia integral e identificar o acontecimento, as pessoas envolvidas e a informação apresentada. Comparar a notícia com o título, a imagem e o texto da publicação na rede social.
- Conversar sobre o que se pode saber e o que exigiria mais informação.
- Distinguir o conteúdo produzido pelo órgão de comunicação social dos comentários dos utilizadores.
- Verificar se estes respondem à notícia ou partem de suposições.
3. Analisar as formas de participação
- Em pequenos grupos, analisar os comentários e as suas várias dimensões: apresentam uma opinião ou um argumento? Criticam uma ação ou atacam uma pessoa? Atribuem características negativas a todo um grupo? Que palavras, imagens ou outros recursos sustentam essa leitura?
- Usar uma grelha com os campos: comentário; interpretação; elementos do texto que a sustentam; dúvidas. Discutir as interpretações em conjunto, admitindo que um comentário pode reunir várias dimensões.
- Clarificar que a discordância exprime uma posição diferente; a crítica questiona ideias, decisões ou ações; o insulto ofende ou humilha; o discurso de ódio ataca ou promove discriminação ou hostilidade contra pessoas ou grupos em função de características identitárias, como a origem, a religião ou o género.
- Não equiparar todos os comentários negativos a discurso de ódio. Analisar a mensagem e o contexto, sem presumir que se conhece a intenção do autor.
4. Refletir sobre os efeitos das mensagens
- Explorar como os comentários podem afetar quem é visado e quem os lê: «Como se poderá sentir uma pessoa pertencente ao grupo referido?», «Que preconceito está a ser reforçado?» e «Que efeito pode ter a repetição destas mensagens?».
- Conversar sobre como gostar, partilhar ou responder pode aumentar a visibilidade de uma mensagem.
- Distinguir a visibilidade de uma opinião da sua representatividade: os comentários observados não representam necessariamente todos os leitores.
5. Escolher uma ideia a transformar artisticamente
- Cada grupo identifica uma dimensão observada — reduzir uma pessoa a um rótulo, generalizar a partir de um caso ou excluir alguém pela sua origem — e define o que pretende comunicar e a quem.
- Cria uma mensagem própria questionando o problema, sem reproduzir o comentário ofensivo. Partir de perguntas como «O que fica escondido quando só vemos um rótulo?» ou «Como mostrar que uma pessoa é mais do que o grupo a que pertence?».
6. Criar uma resposta artística
- Produzir um cartaz, uma colagem, um poema visual, uma banda desenhada, uma fotografia encenada ou um pequeno vídeo. Combinar palavras e imagens para despertar reflexão, contrariar preconceitos e abrir espaço à empatia.
- Preparar um esboço ou guião, distribuir tarefas e rever a criação.
- Cada trabalho inclui uma breve nota sobre o problema identificado, a mensagem e as escolhas artísticas. Usar materiais próprios ou cuja utilização seja permitida, identificando as fontes.
7. Partilhar e conversar na biblioteca
- Reunir os trabalhos numa exposição intitulada «Arte contra o ódio». Apresentar o percurso de análise e as respostas artísticas, sem expor os comentários ofensivos ou identificar os seus autores.
- Convidar outras turmas a conversar: «O que nos faz pensar esta obra?», «Que ideia questiona?» e «Que outras formas de responder seriam possíveis?». Recolher comentários dos visitantes e rever os trabalhos, quando pertinente.
8. Levar a reflexão para a participação em linha
- Construir princípios para comentar notícias: ler antes de reagir; fundamentar opiniões; questionar generalizações; respeitar as pessoas; evitar amplificar mensagens ofensivas; reconhecer quando recorrer aos mecanismos de denúncia da plataforma.
- Terminar com uma breve reflexão individual: «Que distinção aprendi a fazer?», «Como contribuí para a criação?» e «O que mudaria na minha forma de participar em linha?».
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Aprendizagens AcBE Conhecimentos/ Capacidades: 2. Reflete sobre os usos e a influência dos media na formação da opinião pública. 3. Analisa mensagens dos media, identificando propósitos, autores, características textuais, contextos e valores implícitos. 8. Interpreta criticamente situações em que a ética na comunicação foi infringida, atuando para as prevenir ou ultrapassar (netiqueta, direitos de imagem, respeito, propriedade intelectual,...). Atitudes/ Valores: 1. Tem um comportamento ético e responsável no uso dos media. 2. Demonstra espírito crítico face aos media. 5. Age de forma cívica e empenhada nos contextos mediáticos em que participa. 7. Colabora com os outros enquanto consumidor e produtor de media.  |