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Rui Pinto, de Guimarães, vence edição de Outubro do concurso “Isto também é comigo!”

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Rui Pinto, de Guimarães, vence edição de Outubro do concurso “Isto também é comigo!”

[25.11.2022]

Aluno do Agrupamento Santos Simões venceu a edição mensal do concurso de textos de opinião, dinamizado pelo PÚBLICO na escola e pela Rede de Bibliotecas Escolares.

Um artigo sobre o despovoamento do Interior, no qual se insurge contra a intenção do poder central de encerrar blocos de partos, valeu a Rui Jorge Badim Pinto, do Agrupamento de Escolas de Santos Simões, de Guimarães, a vitória na edição de Outubro de 2022 do concurso “Isto também é comigo!”, promovido pelo PÚBLICO na Escola e pela Rede de Bibliotecas Escolares.

Aluno do 11.º ano, Rui Jorge Badim Pinto não ficou indiferente à reportagem “Querem fechar blocos de partos? ‘Dão uma mala a cada um destes habitantes e vamos todos para o litoral do país’”, que Natália Faria e Nelson Garrido assinam na edição de 22/10/2022 do PÚBLICO, deixando-se impressionar sobretudo pelas declarações dos autarcas a que o trabalho deu voz. “O futuro mora no Interior?” é a questão que serve de título ao artigo premiado que aqui se reproduz.

 

O futuro mora no Interior?

Na obra de José Saramago “Jangada de Pedra”, a Península Ibérica é separada do restante continente europeu. Esta ideia de separação e afastamento leva-nos à relação que o nosso país tem com o interior. A pretensão do poder central de encerrar duas maternidades num território já despovoado, mais concretamente na Guarda e em Castelo Branco, é certamente um convite para os mais jovens procurarem outros “portos de abrigo”. Mais seguros? Estou convicto de que não.

Quando um concelho do Interior, como Idanha-a-Nova, consegue atrair investimento estrangeiro e, consequentemente, aumentar a sua natalidade, através de uma fortíssima estratégia de marketing territorial, aumentando 1,47 o índice sintético de fecundidade, estes dados devem ser, obrigatoriamente, analisados pelo centralismo elitista.

Esta procura constante de população por parte dos intervenientes políticos e sociais do Interior, oferecendo creches gratuitas e impostos reduzidos, tem de ser impulsionada pelo poder central. Contudo, uma questão se coloca: será que os senhores “urbanoides” (desde já peço desculpa pelo termo aplicado) conseguem perceber que existem formas diferentes de sobreviver, face às que estão habituados? Conseguem, mas têm a convicção de que não têm lugar nos seus ideais liberais, pois nelas o lucro não impera.

Da leitura da reportagem do PÚBLICO de 22/10/2022 “Querem fechar blocos de partos? ‘Dão uma mala a cada um destes habitantes e vamos todos para o litoral do país’”, assinada por Natália Faria e Nelson Garrido, realço as declarações do autarca da Guarda, Sérgio Costa: “Dêem-nos uma mala e vamos todos para o litoral”. Estas palavras põem a descoberto o cansaço que os habitantes e dirigentes políticos do Interior apresentam, face à luta que travam pela inversão do despovoamento dos territórios nos quais se sentem felizes.

Acerca da questão que deu título a este artigo, apesar de lutarem “contra ventos e tempestades”, as pessoas que moram no Interior são resilientes, habituaram-se a viver com pouco, são um exemplo para aqueles que querem ter uma vida simples e com qualidade. Apesar de todos os contratempos, o Interior é um local onde cada minuto é contabilizado na nossa existência. Perante esta perspetiva, “sim, o futuro pode morar no Interior”. Não podemos é abandonar a Jangada.

Destinado a alunos do ensino secundário, o concurso “Isto também é comigo!” resulta de uma parceria entre o PÚBLICO na Escola  e Rede de Bibliotecas Escolares e convida os participantes a redigirem textos de opinião sobre temas abordados em conteúdos editoriais do jornal PÚBLICO.

O vencedor de cada edição mensal do concurso é premiado com uma colecção de livros do PÚBLICO e vê o seu texto publicado nas plataformas digitais do PÚBLICO na Escola e da RBE e respectivas redes sociais. A escola do aluno também é premiada: ganha uma assinatura digital anual do PÚBLICO ou uma colecção de livros para a biblioteca.

regulamento do concurso está disponível online.

Integraram o júri desta edição: Álvaro Vieira, editor de Opinião do PÚBLICO; Cláudia Sá, professora de Português e coordenadora do Clube de Jornalismo da Escola Básica António Correia de Oliveira, em Esposende; Cristina Lin, aluna do Agrupamento de Escolas Emídio Navarro, de Almada; e Raquel Ramos, elemento da equipa do Gabinete Coordenador da Rede de Bibliotecas Escolares.

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