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Centenário de José Saramago

Saramago na escola: Leituras Centenárias

O programa do Centenário de José Saramago inclui ações distribuídas por vários domínios. No campo da leitura, o programa “Saramago na Escola” inclui as “Leituras Centenárias”, uma parceria da Fundação José Saramago com a Rede de Bibliotecas Escolares e com o Plano Nacional de Leitura.

Assinalando a abertura do Centenário, no dia 16 de novembro de 2021 realizar-se-ão, em 100 Escolas Básicas portuguesas, sessões de leitura do conto “A Maior Flor do Mundo”, presente no currículo escolar do 4º ano do Ensino Básico.

As inscrições para as “Leituras Centenárias” terão lugar até 30 de setembro de 2021, através do endereço centenário@josesaramago.org.

Leia aqui mais informações sobre a iniciativa.

 


Contextualização

A 16 de novembro de 2022 assinala-se o Centenário do nascimento de José Saramago e a Rede de Bibliotecas Escolares, parceira da Fundação José Saramago, participa e colabora no Programa de homenagem do cidadão e escritor que se inicia nos 365 dias anteriores.

No contexto do Quadro Estratégico 2027: Bibliotecas Escolares: presentes para o futuro, educar para um modo de vida sustentável e humanista, que conjugue conhecimentos, competências, valores e participação, implica pensar e criar experiências de aprendizagem amplas, aprofundadas e integradas na vida de cada um.

O Centenário gera esta oportunidade por três razões derivadas da obra e pensamento do homenageado:

  1. Na escrita de Saramago coexistem uma multiplicidade de géneros - narrativa, poesia, drama, ensaio, poesia, ficção científica, historiografia, crónica, entrevista, conferência … - que suscitam a interpretação de múltiplas disciplinas – Literatura, Política, Jornalismo, Filosofia, História, Ciência… - e adaptações em múltiplas linguagens - cinema, teatro, música, dança, pintura… - e idiomas que unem todos os continentes.
  2. Os protagonistas das suas obras são seres humanos comuns, sem voz no espaço público e na História que, ora levam vidas sem sentido, ora através de decisões e ações espontâneas e livres sabem romper com as circunstâncias e mudar o mundo.
  3. Os temas e contextos que apresenta correspondem a inquietações atuais: indiferença e apatia perante o sofrimento alheio, degradação ambiental, democracia ameaçada pelo poder económico, identidade e diferença, desinformação e censura, sofrimento animal, verdade histórica e inclusão, são exemplos. 

A hibridez da abordagem e o retrato amplo e vivo de quem somos - e podemos ser no futuro - que a obra apresenta, bem como o exemplo de vida de Saramago, gera desassossego, questionamento e discussão sobre o papel de cada um e de todos no mundo, impelindo à ação comprometida, que tem em conta o destino de todos os seres humanos e meio ambiente.

A Carta Universal de Deveres e Obrigações dos Seres Humanos, inspirada no discurso de Saramago na receção do Prémio Nobel da Literatura, norteia a visão do mundo e a ação das bibliotecas escolares que no Centenário são convocadas a participar com atividades que envolvem as crianças e jovens e as comunidades e que ajudam ao aprofundamento da obra e pensamento de José Saramago e à recuperação e transformação.

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