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Greve às aulas pelo clima - Esta geração é "a última a poder salvar o planeta"

[09.04.2019]

As alterações climáticas não são uma prioridade dos cidadãos europeus: marcam a sua 6.ª preocupação (14%), apesar do aumento de 4% relativamente a 2017 (Ponto 9, Annex to the press release IP-18-4118.pdf, in Inquérito Eurobarómetro - Primavera 2018) [PDF]

Há, por isso, muito trabalho a realizar para produzir alterações na perceção e hábitos dos cidadãos.

Consciente da situação, a comunidade estudantil portuguesa aderiu à greve internacional à escola pelo clima marcada pelo movimento estudantil #SchoolStrike4Climate (Greve à Escola pelo Clima) e #FridaysForFuture (Sextas para o Futuro). Já há manifestações agendadas para Coimbra, Porto (10:30h - Câmara Municipal) e Lisboa (Largo Camões e marcha até à Assembleia da República) - #FAZPELOCLIMA | @greveclimaticaestudantil.

A iniciativa vem reforçar o trabalho dos estudantes no Parlamento dos Jovens 2019, dedicado ao tema “Alterações climáticas – reverter o aquecimento global”. [Web]

Esta greve inspira-se no trabalho da jovem sueca de 16 anos, Greta Thunberg que, sobretudo após os seus discursos na Conferência das Nações Unidas para o Clima (Polónia) (COP), bem como no Fórum Económico Mundial de Davos (Suiça), conquistou a atenção da comunidade internacional.

Estão também confirmadas greves estudantis na Suíça, Alemanha, Grã-Bretanha, Bélgica, Nova Zelândia e Itália, mas espera-se a adesão de mais países.

Segundo o Relatório Planeta Vivo 2018 (RPV | PDF do Sumário), da ONG World Wide Fund for Nature (anteriormente World Wildlife Fund) (WWF Portugal) e da Agência nacional do Petróleo (ANP), Portugal encontra-se, quanto à pegada ecológica, em 66.º lugar a nível mundial e, apesar de registar uma evolução positiva, precisaria de 2,19 planetas para manter, na próxima geração, o atual estilo de vida. A nível mundial a Terra perdeu 60% da sua vida animal nos últimos 44 anos. Não podemos mais ignorar a gravidade do problema: a “atual geração é a última a poder salvar o planeta”, afirma o Relatório.

Mudar a mentalidade, alterar comportamentos e passar a palavra é algo que está ao alcance de todos, todos sem exceção: “ninguém é suficientemente pequeno para não deixar de se importar” (Greta Thunberg).

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